terça-feira, 25 de setembro de 2012

Passeio de Trem Curitiba - Morretes - PR


Quando pequeno ouvia histórias de meu pai sobre o trem que liga Curitiba ao litoral passando pela serra paranaense. Quando li a respeito do passeio na revista Moto Adventure (www.motoadventure.com.br) de julho de 2012, páginas 180 a 185 coloquei na cabeça que iria fazê-lo de moto. Na reportagem em questão a motociclista leva uma Kawasaki Vulcan no trem de Curitiba a Morretes e volta pela estrada da Graciosa.
Comentei com meu primo Gustavo, amante de viagens e motos e 2 semanas depois na sexta dia 21/09/2012 estávamos rumando com nossas motocas e respectivas patroas para Curitiba. Alguns dias antes entrei em contato com a Serra Verde Express (serraverdeexpress.com.br) para providenciar as passagens para nós e para as motocicletas.
Como o Guga estava em Balneário Camboriú, combinamos de nos encontrar no posto Sinuelo (www.postosinuelo.com.br/postos/?secao=posto101) por volta das 20:30. De lá rumamos norte e chegamos em Curitiba por volta das 23:00 hs após uma forte neblina na BR 376. Jantamos na Churrascaria Laventura (www.churrascarialaventura.com.br). Bom preço e atendimento e comida excelente, enchemos o bucho e rumamos para o Hotel Formule 1 (www.hotelformule1.com).
Às 6:45 da manhã de sábado chegamos na Rodoferroviária de Curitiba com 4 tirantes por moto e alocamo-las no vagão destinado a seu transporte. Colocá-las e retirá-las do vagão através de uma pequena rampa é uma aventura em si, já que é assinado um termo livrando a companhia de qualquer responsabilidade em caso de acidente.
Motos guardadas e protegidas, fomos tomar um café na rodoviária. Ali não sabia quem estava com mais sono, eu por não ter dormido direito à noite, ou o rapaz que nos atendeu. Alguns pequenos erros nos nossos pedidos não tiraram nossa alegria, muito pelo contrário, foram motivo de risadas. É engraçado como se vê a vida com outros olhos quando estamos viajando a passeio (principalmente de moto).




 8:15 e o trem parte rumo a Morretes. Os guias são uma atração à parte. Conseguir falar por quase 4 horas durante os 70 km é um dom. Acho que deve ser por isso que a maioria dos guias são mulheres. O trecho é realmente muito bonito e saber que tudo aquilo foi construído há mais de 100 anos é impressionante.

Rio Nhundiaquara que corta a cidade de Morretes - PR
Chegamos em Morretes por volta das 12:30. Após descermos as motos do vagão fomos almoçar no restaurante Empório do Largo (www.emporiodolargo.com.br) no qual pedimos um delicioso barreado com frutos do mar. De barriga cheia tocamos nossas motocas para a pousada Itupava (www.itupava.com.br) do Seu Ibraim, um senhor muito atencioso e falante.
Almoço no Emporio do Largo
Pousada Itupava
Passamos a tarde descansando na pousada e saímos para conhecer a cidade à noite. Estranho perceber que muitos estabelecimentos abertos ao meio dia agora estavam fechados. Chegamos à conclusão de que a maior parte dos turistas vinham e voltavam no mesmo dia. Tomamos um vinho e jantamos uma pizza no Restaurante Terra Nossa (www.morretes.com.br/terranossa/). Como a cidade estava meio vazia resolvemos voltar para a pousada.
De café tomado pegamos a estrada da Graciosa. Cheia de curvas e com alguns trechos de paralelepípedo ela apresenta diversos pontos onde se pode reunir a família para um churrasco ou piquenique. Após uns 10 km de subida começou uma fraca chuva que nos forçou a vestir nossas capas. Chuva que não se concretizou, porém como estava frio, as capas acabaram servindo de "quebra-vento".

Seu Ibraim da pousada nos deu a dica de pegarmos o caminho antigo da Graciosa. Este caminho estava descrito no GPS como estrada de terra, porém Seu Ibraim nos informou que ele havia sido pavimentado recentemente. Arriscamos e deu certo. A distância percorrida seria a mesma se tivéssemos ido pela BR 116, porém as curvas tornaram o passeio mais emocionante e a quase ausência de veículos tornaram-no mais agradável.
Seguimos por 45 km pelo Contorno Leste de Curitiba e pela BR 376 até o restaurante Pampa 4 em São José dos Pinhais. A comida poderia ser um pouquinho melhor mas como já passava das 14:00 hs não tínhamos muita opção. Após o "almoço" seguimos para o sul pela BR 376 e BR 101 até uma parada para o café no Sinuelo de Joinville.
Como o Guga iria ficar em Balneário Camboriú e já estava ficando meio tarde, resolvi me apressar e separar dele e de sua patroa. Eu e a patroa chegamos em Floripa por volta das 19:30 cansados mas felizes em aproveitar tanto em tão pouco tempo.
 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

BMW G650GS First Impressions




Como já relatado em um post anterior estou planejando uma viajem de moto para a Patagônia, mais precisamente para Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo! Para isso ao final de 2011 optei por procurar uma moto do estilo Trail (ou Adventure) que estaria mais adaptada ao tipo de terreno que vou encontrar. Dentre as Trails, a moto que escolhi foi uma BMW G650GS que, após ser montada em Manaus, teve seu valor reduzido consideravelmente.
Para que você possa ter uma base de comparação, uso a moto todos os dias para ir ao trabalho faça chuva ou sol, percorrendo em torno de 100 km por semana. Em março de 2012 realizei uma viagem de Floripa - SC a Parati - RJ passando pelo litoral de São Paulo. Logo, dividirei a avaliação por ambientes onde já utilizei a motocicleta:

  • Na cidade: 
    • Contras:
      • Grande diferença na relação da primeira para a segunda marcha fazendo com que eu tenha que realizar diversas trocas entre elas (cheguei até a desgastar a parte de cima do meu sapato).
      • O largo guidão na mesma altura dos retrovisores dos carros, dificultando um pouco a utilização do "corredor". Por outro lado pode ser caracterizado como um ponto positivo, visto que preciso ser mais cauteloso. 
      • O sistema de arrefecimento do motor joga o ar quente direto nas pernas do condutor.


    • Prós:
      • Seu tamanho em nada atrapalha a dirigibilidade.
      • Freio ABS que possibilita muito mais segurança nas cortadas que se leva dos carros.
      • Consumo médio de 21 km/l.
      • Manoplas aquecidas. Importante quando bate aquele frio e você não quer usar uma luva mais grossa.
      • Painel bastante completo, com rotações do motor e relógio digital.




  • Na estrada:
    • Contras:
      • Bolha baixa o que possibilita a passagem de muito vento no capacete. Troquei pela bolha estendida original, porém não melhorou muito.
      • Tanque pequeno (14 litros)
      • Luz de reserva ao invés de marcador de combustível. O que eu sempre faço para amenizar este "problema" é zerar o odômetro quando encho o tanque. Quando a luz de reserva acende realizo o seguinte cálculo para saber quantos quilômetros ainda posso rodar: (km do odômetro)/10*4. Por exemplo, se rodei 250 km até acender a luz de reserva: 250/10*4= 100 km.
    • Prós:
      • Consumo médio de 26 km/l. 
      • Consumo de 31 km/l em velocidade constante de 90 a 100 km/h.
      • Protetores de punho. Já me salvaram de levar uma pedrada na mão.

  • Trilhas leves
    • Contras: 
      • Seu peso diminuiu um pouco a sensação de segurança e a dirigibilidade.
      • ABS só desliga com moto parada (em trilhas é recomendado não utilizar o ABS).
      • Novamente a grande diferença na relação da primeira para a segunda marcha.
      • Inexistência de um para-lamas traseiro, fazendo com que toda a sujeira seja jogada diretamente na fechadura do baú traseiro.
      • O para-lamas dianteiro é ineficiente pois não bloqueia o spray de água suja que é jogado tanto no motor quanto nas pernas do condutor quando está chovendo.
    • Prós:
      • Novamente os protetores de punho
      • Distância do solo (não bateu nenhuma vez no chão)
      • Amortecimento muito suave.

Conclusão:
Se você quer uma moto versátil para ser utilizada em qualquer ocasião, a BMW G650GS é a moto. É lógico que, individualmente, em cada um dos tipos de terreno testados existem alternativas melhores, mas você teria que ter 3 motos ao invés de uma. A BMW foi bem feliz no balanceamento das qualidades da G650GS. Algumas deficiências aqui levantadas, que acredito serem limitações de custos, podem ser sanadas com acessórios adquiridos separadamente e que irei descrever em um próximo post.

Grande abraço.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Passeio de Motos da ASTJ à São Pedro de Alcântara


Na véspera, sexta-feira à noite cai uma chuva torrencial em Florianópolis. Pronto, foi um balde de água fria, o passeio do dia seguinte seria cancelado! Para minha surpresa e, acredito, que de todos os ali presentes, o sábado dia 25 de maio de 2012 amanhece lindo e ensolarado, perfeito para um passeio rodeado de amigos!


Após a concentração com direito a muito Rock and Roll, saímos do prédio do TJSC no centro de Florianópolis por volta das 9:30, escoltados por 2 batedores da PRE-SC. Seguimos pela via expressa, BR 101 e SC 407 até pararmos em frente à Igreja na Colônia Santana para um rápido lanche. Andamos mais alguns quilômetros até São Pedro de Alcântara onde realizamos uma parada para tirar a água do joelho e apreciar a belíssima Igreja lá construída.


Voltamos pelo mesmo caminho com sentido à sede da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça de SC (ASTJ) localizada às margens da BR 101 próximo ao trevo de Forquilhinhas. Lá fomos recepcionados com deliciosos pratos à base de tainha e muito Rock and Roll. Nada como um passeio pra tirar o stress da semana!!!