quinta-feira, 22 de março de 2012

Viagem de Moto pelo Litoral Paulista e Carioca - Dia 8

Dia 8 – 4/03/2012
Trecho: Vila a Praia de Castelhanos em Ilhabela-SP
Km Total: 1035,7
Km Dia: 0

Dei mais um dia de descanso pra GeSinha. Contratamos o pacote mar-e-terra da empresa de passeios Ilha Adventure (
www.ilhaadventure.com.br), nota 5/5 e mais o aluguel das máscaras de mergulho por R$ 140. O pacote consiste na “Trilha” para a Praia de Castelhanos de Jipe e a volta de barco, o chamado mar e terra.


Na ida, o guia era muito animado e comunicativo. Em um trecho, próximo à um riacho ele parou para mostra o "maior predador do mundo". Eis que ele retorna com uma sacola plástica dizendo: - O homem é o maior predador. Esta sacola, com uma chuva, iria descer pelo rio em direção ao mar. Lá ela poderia ser confundida com uma água-viva por uma tartaruga que morreria asfixiada ao tentar comê-la. 
Em outros trechos ele se penduraria pra fora do jipe, um Toyota Bandeirantes que me fez lembrar do que meu falecido avô tinha. 


Enquanto estava conversando com ele durante a parada para ver a praia de Castelhanos um estrangeiro fala, e depois se arrepende (ou é arrependido pela mulher, brasileira), um alto e sonoro VAMOS? Pronto. Virou mais um “meme” e, juntamente com “Tá visto”, eram as frases que dizíamos quando queríamos sair de algum lugar.

 
Na volta nadei até as pedras onde pude ver algumas espécies de peixe. O Crica, por não poder usar seu óculos de grau não conseguiu ver muitos peixes. Está a dica: máscaras de mergulho com grau.

 

E mais uma vez o ritual se repete: açaí, banho, cochilo, janta a 2 com cerveja e cama (separadas).

 

Viagem de Moto pelo Litoral Paulista e Carioca - Dia 7

Dia 7 – 03/03/2012
Trecho: Praias de Ilhabela-SP
Km Total: 1035,7
Km Dia: 75,7

Tomamos o reforçado café da manhã e tocamos com nossas motocas rumo a Praia de Jabaquara no extremo norte da ilha. O trecho de paralelepípedos e lajotas torna-se a alguns km antes de Jabaquara um trecho de estrada de chão. Como não chovia lá há tempos a poeira comeu solta. Deixamos nossas motocas em frente ao “estacionamento” e descemos até a praia. Uma praia muito bonita, de mar calmo, mais para família. Estava vista!


Poucos km depois paramos em um restaurante com uma bela vista, o qual fomos muito bem atendidos por um senhor de sotaque castelhano. Ao sairmos com nossas motos, talvez pela barriga cheia meu parceiro tomba parado com sua motoca. Resultado do tombo: manete esquerdo torto, o que até ficou legal.
Aliviados do stress devido ao perigo que um “acidente” de tamanha magnitude proporcionou, posicionamos nossas motocas e tocamos para o sul da ilha. Inesperadamente, passando pela entrada que leva à balsa a estrada era asfaltada. A impressão que tive é que o sul era uma região com mais estabelecimentos comerciais e o norte com mais casas. 




Paramos na Praia do Curral, por terem nos recomendado-a. Criamos uma alta expectativa que não foi atendida. A praia é dominada por bares e restaurantes que além de não respeitarem o recuo de preservação de mata, praticamente dominam a faixa de areia com suas mesas e guarda-sóis. 


Como a estrada estava curvilínea e gostosa continuamos rumando ao sul até o fim do asfalto. Uma pausa para o xixi, a água e um descanso pras costas e rumamos norte de volta à pousada.  Chegando lá deixamos as motos esfriarem enquanto tomávamos mais 2 açaís de 700 ml.
Uma agüinha na motoca pra tirar a poeira e um banho pra tirar a craca da minha pele. Depois um cochilo e uma jantinha com cerveja à 2.

Viagem de Moto pelo Litoral Paulista e Carioca - Dia 6

Dia 6 – 02/03/2012
Trecho: São Sebastião (Maresias) a Ilhabela
Km Total: 960
Km Dia: 44,1

Eu e o Crica tomamos nosso tradicional café da manhã reforçado para nos dar energia para realizarmos a tarefa de trilharmos os 44 km entre Maresias e Ilhabela. Tarefa árdua, com imagens lindíssimas e tortuosos caminhos que me faziam dançar com a GeSinha. Chegamos ao centro histórico de São Sebastião e almoçamos novamente o melhor custo-benefício da viagem: o PF.






Outra coisa que notei em SP: por mais simples que sejam os restaurantes, o atendimento é, na maioria, muito bom. Já começo a me perguntar: por que os paulistanos andam 10x mais para visitar o litoral de SC se eles têm todas essas vantagens aqui?




Paguei R$ 6,8 pela balsa que liga São Sebastião à Ilhabela. Paramos em um Posto de Informações que nos indicou algumas pousadas. Selecionamos as que localizavam-se na Vila e tocamos para o norte com nossas motocas. Os 6 km que nos levavam até a Vila foram um teste para os amortecedores da GeSinha. Lá rodamos por algumas pousadas até escolhermos a Pousada Recanto da Villa (www.pousadarecantodavilla.com.br) com diária de R$ 172 e a maior nota dentre os hotéis avaliados: 4,5/5.
Novamente descarregamos as coisas das motocas e eu já comecei a me arrepender de ter trazido barraca e colchonete.




Um banho pra tirar o “cansaço” e a sujeira da viajem e rumamos a pé ao centrinho da Vila. Algumas fotos, uma caminhadinha com o meu “mãnô” e mais um açaí por R$ 12. E o que o pessoal lá de Floripa estaria fazendo a uma hora dessas? Assistindo novela?

Frases como Tu já imaginavas? (Que algum dia estarias aqui?) e onde estaria a classe média já eram corriqueiras. Fui sentindo uma sensação de “passar pela vida” das pessoas que perdiam seu tempo em frente à televisão ou monitor. 
Elas perdiam tempo na TV, esta janela que possui uma interação de mão única e o objetivo de nos tornar melhores consumistas: comprar aquilo que não precisamos, pra mostrar àqueles que não gostamos aquilo que não somos. Perdiam tempo na Internet, que vem substituindo a TV na tarefa de nos manter em nosso lar, a nossa zona de conforto-mor, a nossa fortaleza, aquilo que nos protege e que, no fim das contas, nos prende. Liberdade!